• Hermes Freitas

Analytics em toda a Organização

Atualizado: há 5 dias


Quando o assunto é analytics, é comum focar primeiro em tecnologia. Ter a ferramenta certa é essencial, mas é muito comum ignorarmos ou subestimarmos a importância das pessoas e dos componentes organizacionais necessários para criar um modelo de analytics de sucesso.


Quando isso ocorre, as iniciativas de análise podem falhar — e falham - deixando de dar os insights necessários para levar a empresa à frente e inspirar confiança para ações que precisam delas.


Uma estratégia sólida e bem sucedida de analytics engloba mais do que apenas uma grande quantidade de tecnologias e alguns funcionários isolados em alguma sala. Analytics deve ser um pulmão da empresa oxigenando decisões em todos os setores e níveis.


Qual é a melhor maneira de desenvolver as potencialidades do uso de analytics?


Comece com uma estratégia geral para a Organização que inclua uma visão do que se espera alcançar e como o êxito será medido e percebido.


Certifique-se de que as lideranças estejam comprometidas em definir e estimular atitudes e o comportamento esperado de todos - isto inclui crescente liberdade para iniciativas de todas as áreas e colaboradores e, ao mesmo tempo, uma governança sólida.


Analytics é um poderoso recurso para o desenvolvimento, execução e realinhamentos contínuo das estratégias de negócio.


Os líderes devem reconhecer que o sucesso demanda coragem. "Insights" mostrarão, com frequência, a necessidade de ajustes no curso dos negócios. Os líderes precisam ser honestos consigo mesmos e analisar se estão dispostos a incorporar estes insights e assegurar que não somente eles, mas também outros líderes assim o façam.



O Gartner, empresa de pesquisa e assessoria responsável por um dos estudos, estima que 60% dos projetos de analytics fracassam. Por que? Em razão da frequente falta de apoio da estrutura organizacional correta e alinhamento com a estratégia de negócio.


Algumas empresas dividem a função de analisar dados de Big Data e Analytics entre vários setores ou simplesmente confiam em alguns poucos cientistas de dados para gerar insights. Algumas dependem demais de ferramentas tecnológicas e arquiteturas rígidas e não se empenham em criar o ambiente certo para incentivar os funcionários que têm a expertise certa para levar os projetos de análise adiante. Esses modelos de organização, em geral, não conseguem concluir um projeto que seja realmente transformador.


Ainda que haja variação na estrutura, a equipe deve estar integrada com os provedores e consumidores das análises dentro da empresa, devendo operar em harmonia com os colegas de outras áreas — que compreendem os desafios do negócio e como ele funciona — para assim, delinear metas estratégicas de relevância.


Em uma época onde dados são criados em uma escala muito além da capacidade humana de processá-los, os gestores precisam de analytics confiáveis para sinalizar as decisões mais importantes — não apenas para reduzir gastos mas também para obter progresso.


Fontes KPMG/Harvard/Alfa17


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