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  • Hermes Freitas

INFORGANIZAÇÃO - 22 anos depois


O artigo mencionado foi publicado em 1996 na Computerworld. 22 anos depois permanece válido. Agora as ideias navegam em novas palavras para – basicamente – os mesmos conceitos: “analytics”, BI, transformação digital, cultura analítica, “self-by” , bimodal etc.


Propõe-se a palavra "inforganização" como um símbolo de uma perspectiva informacional que insere pessoas como parte fundamental dos sistemas. Um neologismo que engloba novos cenários e que pode facilitar debates sobre informações nas organizações. Muitos degraus evolutivos são melhor compreendidos quando se constrói uma fórmula (ou palavra) que os sintetize. A palavra é formada a partir de, informação, organização e ação, caracterizando o profundo interrelacionamento entre os sistemas de informações e os processos organizacionais, além de deixar claro de que o objetivo é a ação efetiva. Para isto os “fatores humanos” são essenciais. Em inglês se escreveria "inforganizaction" o que transmite mais claramente o aspecto dinâmico pretendido.


Enquanto a informática (TI) concentra suas atenções para os sistemas de informações e para os recursos tecnológicos envolvidos em seu funcionamento (meios), a inforganização foca nos relacionamentos entre os sistemas e o ambiente organizacional, convergindo sua atenção para o uso da informação (fins).


Pode-se comparar a informática com a engenharia de sistemas e a inforganização com a arquitetura de informações. A inforganização não substitui a informática, mas a complementa, adicionando elementos do contexto organizacional.


Na inforganização os recursos humanos desempenham papéis essenciais. Eles são a origem, o destino e os desenvolvimentos do ambiente inforganizado, capazes de traduzir informações em ações direcionadas aos objetivos ("know-what") e também promover o indispensável realinhamento dos próprios objetivos ("know-why"). Na inforganização o "know-what" e o "know-why" têm prevalência sobre o "know-how".


Ressalte-se que o recurso humano é considerado parte indissociável do ambiente inforganizado, ele faz parte do sistema não sendo, por consequência, apenas "usuário" do mesmo. Em situações estratégicas e táticas este aspecto tem ainda maior relevância. Os “sistemas” são dos usuários e a responsabilidade principal para suas evoluções também.

O objetivo é criar as melhores condições para que as informações potencialmente úteis sejam realmente utilizadas. O conceito de utilidade é essencial para diferenciar dado de informação. Tudo para obter melhor efetividade nas organizações e, por consequência, melhores resultados tangíveis e intangíveis.