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  • Hermes Freitas

Novas abordagens de Analytics e BI

Baseado em Artigo de

Frank Buytendik

computerworld.com.br



CIOs e especialistas debruçados em ferramentas analíticas estão passando metade do tempo no mundo tradicional e a outra metade no mundo emergente. A ascensão da economia digital, exige das organizações um processo de reconstrução de suas plataformas de BI e Analytics. Esses profissionais precisam achar formas de “superar a fronteira analítica”, dentro de um conceito de TI bimodal.



“O Excel está por todo lado. A equipe de Analytics e BI continua não dando todas as respostas”, isso faz com que usuários das áreas de negócio busquem recursos que atendam a suas demandas, criando zonas de sombra tecnológica dentro das organizações.



Essas áreas usuárias avançam em suas capacidades de exploração de dados até chegar a um nível que as planilhas não são mais suficientes, e então buscam outras ferramentas pois os times de BI as não atendem. Na sua visão, ferramentas mais sofisticadas não trazem um problema novo às companhias, mas adicionam a capacidade de gerenciar uma dificuldade que antes não era possível aos gestores. “O primeiro ponto para isso é criar um ambiente de colaboração”. Para endereçar uma solução à situação. Isso passa por dar maior autonomia e responsabilidades aos usuários sem perder o controle daquilo que realmente precisa ser controlado.


Caminhos a seguir:

“Líderes de TI e de Analytics não devem cair na armadilha de tentar equilibrar exigências opostas, ou de escolher entre elas. Em ambos os casos, perderão, independentemente da escolha que fizerem ou do equilíbrio que obtiverem. Ao invés disso, eles devem procurar maneiras de abordar ambos os lados do problema por meio de um processo de síntese"..

Para resolver o dilema exige um pensamento de soma de variáveis. “Não é um equilíbrio ou uma escolha entre duas opções, mas a fusão de elementos e a formação de um novo todo”, São 3 dilemas-chave que são vivenciados quando o assunto é Analytics e BI.


1 - Modelos centralizados versus descentralizados


Líderes de TI e de Analytics estão se esforçando para encontrar o equilíbrio correto entre modelos organizacionais centralizados e descentralizados. Tradicionalmente, o trabalho é feito por uma única equipe de BI, com o armazenamento de dados empresariais responsáveis por toda a integração de informações, e relatórios da organização criados para garantir uma "única versão da verdade".


Os usuários agora exigem um recurso descentralizado, em que indivíduos e grupos de trabalho possam integrar, analisar e relatar seus próprios dados. O desafio passa a ser uma questão de como permitir uma abordagem descentralizada, mas sem sacrificar a consistência e a integridade das informações.



2 - Certezas versus novas oportunidades


Executivos de tecnologia estão se esforçando para escolher entre a certeza e a necessidade de completar o registro dos casos de uso atuais e as oportunidades inovadoras oferecidas pelo negócio digital – mas com altos níveis de risco e incerteza. Casos de negócio incertos com novas tecnologias geram resultados arriscados, mas também oportunidades imensas.


A abordagem tradicional foi concebida tendo em vista a certeza. Muitas organizações ainda têm um registro de trabalho de BI que cobre facilmente três anos ou mais, e sempre haverá uma necessidade de relatórios de gestão padrão e informações integradas. Ao mesmo tempo, existe a ameaça de que o desempenho comercial e o retorno em iniciativas de BI se reduzam lentamente, se não houver inovação.



3 - Proteger dados versus compartilhá-los


Inércia, mudanças e resistência humana ao novo estão reduzindo a capacidade das empresas de obter mais de seus dados. Carreiras foram construídas em torno da proteção de dados, ao invés de compartilhá-los livremente, mas os novos modelos comerciais dizem respeito ao compartilhamento de informações.


Para considerar

“No mundo digital, a informação se tornou o principal recurso de organizações em localidades e setores diferentes. Na maioria dos casos, a informação é o fluxo primário, seguido de bens e serviços e do fator financeiro”, pondera Frank, reforçando a visão de que a tecnologia se torna parte dos produtos e serviços de uma Organização. A TI continua tendo papel fundamental mas pode e deve assumir novos papéis compartilhando responsabilidades e potencialidades às demais áreas.